Blog do Site do Ralfim!

Dezembro 5, 2008

Novidades…

Arquivado em: Uncategorized — ralfer @ 2:15 pm

Olá, meu povo!

Espero que tenham gostado da atualização de ontem. Desculpe-me por ter que colocar as fotos bem pequenas. Se não for assim, a internet daqui não consegue carregar. Tem que diminuir muito a resolução para conseguir. Para vocês terem uma idéia, se eu tivesse que atualizar o meu site daqui da Ilha, seria impossível. Quando eu faço a atualização dele no domingo, em Araxá, eu gasto uns 15 minutos apenas mandando os arquivos para o servidor. Isso, a 256k de comunicação (que para os nossos modelos, não é tão rápido). Aqui, eu gastaria umas 7 horas… Bom, vamos à agenda de ontem:

Resumão

Ontem era um dia que não teria nenhum filme brasileiro ou cubano. Então, eu Cláudio e mais dois participantes do Festival de Cinema resolvemos que daríamos uma volta até Havana Velha (área de eterna preservação, tanto pelo contexto histórico e arquitetônico). Saímos às 09:00h do hotel Nacional de Cuba e seguimos pelo calçadão da praia, que aqui é chamada de Malecon. Lugar muito bonito e conseguimos tirar fotos bacanas. A caminhada até a parte antiga durou uns 40 minutos. Longe pra dedel. Mas compensou. Chegamos diretamente a uma praça que antecede ao Museu da Revolução. Lugar show de bola. Toda a história do povo cubano está lá; relatada em centenas de imagens clássicas. Não preciso nem falar que Fidel e Che são ídolos, não é mesmo? É possível ver artefatos pessoas deles e de outros que ajudaram na revolução. Tem até um barquinho utilizado por Fidel para chegar à ilha em 1956, para a grande guerra. Outra coisa que me chamou muito a atenção, foi em uma parede, caricaturas dos grandes inimigos de Cuba: George Bush e Ronaldo Reagan. Será por quê??? Os States põe o nariz em tudo. Povo difícil…

Saímos do Museu por volta de 13:00h. Seguimos pelas ruelas da Havana Velha (descreverei mais a frente), até alcançar La Bodequita Del Medio – conhecida mundialmente pela comida crioula e pelo El Mojito (bebida a base de suco de limão, hortelã e Ron legítimo cubano). E não é que o esquema é bom? Ambiente super bacana; decorado no estilo do país e uns atendentes carismáticos. Visitante pode ir até uma parede e escrever o nome (se achar espaço). O meu nome está lá. Duvido que alguém encontre… Você toma uma dose ao som do Grupo Tradison – que fica lá animando o coreto, embalando o pessoal num ritmo caribenho bem contagiante (compreo cd deles). Pelo que percebi, tem muita gente que vai lá, tira uma foto e vai embora. A graça do boteco é sentar nos banquinhos e curtir o clima. Não sei por que, mas lembra de mais o Brasil. Gostei tanto, que sábado ou domingo, irei lá almoçar novamente. Realmente, imperdível. O Luiz Sérgio disse que o El Mojito dele é o melhor do mundo. No Brasil, vou querer conferir…! O daqui, realmente é muito bom!

15:00h, já estávamos batendo perna novamente. Cruzamos as ruelas da antiga cidade até chegarmos ao elevado (de frente a catedral). Lugar espetacular. Bonito de mais. Continuamos a caminhada até o Capitólio – centrão da Havana Velha. Um movimento do cão. A construção lembra muito a Casa Branca. Mas, se falarmos Casa Branca lá, o povo mata a gente… Falando em EUA, é bom lembrar que só visitando Cuba, para entender o tamanho da sacanagem que fazem com esse povo. Sei que Fidel nunca foi flor que se cheire, mas os cubanos são sofridos de mais. E muito. Quase em totalidade, são pobres. Ou todo mundo tem, ou não tem. Tudo igual para todo mundo (o socialismo prega isso). Conversei com muita gente na rua. Principalmente, quando se fala que é brasileiro, eles perguntam tudo. São fascinados com o nosso país. É incrível. Amam mesmo. Uns até acham que o Lula pode salvá-los aqui na ilha, acredita? Estão com uma esperança danada em relação ao Obama (eleito presidente nos States). Por ser negro, o pessoal aqui crê que ele olhará por seus irmãos de origem. A fé é grande mesmo. Tomara que ele acabe com o embargo mesmo (não vai ser se um dia para o outro não, mas, acho que será resolvido). Visitamos duas pequenas vendinhas (não tem supermercado). Putz. Eles não têm opção de nada. Nada mesmo. Essa mulherada no Brasil que tem 500 tipos de cremes para o cabelo, aqui, tem-se um shampoo (tanto para homem quanto para mulher). E olha lá, não compram, porque é muito caro. Usam sabão mesmo. O povo vai apontando para os atendentes e eles vão pegando nas prateleiras. Você não pode chegar lá e ir pegando não. Acho que tem uma cota de compras. Não sei como funciona. Só sei que é foda. FODA.

Saímos do Capitólio por volta de 18:00h. Pelo mapa, seguimos para o restaurante La Floridita. Tínhamos que tomar o famoso Daiquiri do local. A bebida é boa. Lembra um frosen nosso ai no Brasil. Só que é cara pra caralho. É uma vez mesmo, apenas para conhecer. O cardápio é bem direcionado para turista. Bom, para turista europeu, que está cheio do dindin… O ambiente também é agradável e o pessoal toca umas baladas caribenhas. É diverdido, e em Cuba, vale a pena conhecer. Deixamos a Floridita, para retornarmos à Havana Nova. Cheguei aqui no Hotel às 21:00h. Andamos de mais. Meus pés estavam em pandarecos. Já não suportava mais a botina. Mas, vou revelar uma coisa: foi a forma mais incrível para conhecer um pouco da cultura local. Entramos em casas, conversamos com os moradores, artistas e jovens. Foi muito bacana. Turista quando vem aqui, pega taxi ou os cocotaxis (moto com três lugares) e vai para Havana Velha. Nós rodamos a pé. Experiência incrível. Retornando, irei relatar pessoalmente para vocês…

Bom, hoje, vamos rodar pela Universidade de Havana e para o outro lado que ainda não conhecemos. Acordei cedo aqui e o dia está lindo. Vai ser de caminhada novamente. De acordo com o pessoal do Festival, sábado e domingo teremos mais filmes brasileiros. Então, estou na cola!

Desejo a vocês, um ótimo dia. Hoje, vou postar sem fotos. Não consegui editá-las a tempo para colocar no blog….

A revolucao esta tao em alta, como as estrelas. Frase de Fidel em um muro aqui de Havana…

Abraços do Ralfer

Dezembro 4, 2008

Continuacao…

Arquivado em: Uncategorized — ralfer @ 1:25 pm

Segunda-feira
Saída de Maiquetia (Venezuela) para Panamá e Chegada a Havana (Cuba)

No último relato, terminei apresentando os últimos instantes na Venezuela. Gente, tudo é muito caótico lá. O trânsito me impressionou muito. Um caos. O motel de quinta categoria que fui levado para tomar um banho era a coisa mais imunda que já vi na minha vida. Juro que fiquei até com medo de abrir o chuveiro. Coisa fulera mesmo. Mas, não tinha alternativa. Precisava de um banho urgente… triste. Mas, tomei. E o vaso sanitário? Pula essa parte. Combinei com o motorista para me buscar às 12:30h. Em ponto ele estava lá. Juro que não agüentava ficar mais um minuto no local. Mas, tudo bem. Estou de férias. Valeu pela experiência (que não quero repetir!!! Muito caro também).

1)     Foto moquifo

caracas_1

Chegamos rapidamente ao aeroporto. Entrei na fila na Copa e aguardei por aproximadamente por 01 hora até ser atendido para o check in. A dica para encarar os irmãos venezuelanos, é nunca dar papo para eles. Eles oferecem de tudo. Não pode dar uma brecha para os aproveitadores que estão ali de plantão. É bom ficar esperto. Querem tirar vantagem de tudo. Será que são brasileiros? Ahahahah

O aeroporto da Venezuela é legal. Estruturado sim; por ser o principal aeroporto de tal país. Fiz um lanche rápido e logo parti para o meu local de embarque. Feito o check in, é preciso pagar uma taxa de 115 bolivares (próximo a 25 doláres) para o governo. Que até agora eu não sei para o que serve. Acho que é a taxa de embarque. Fiz o pagamento e corri para a imigração.

Imigração é igual em todo lugar. “Por que veio? Por que vai? Pra que veio?”. Vai passando por aqueles detectores de metais e que você torce para não tocar na sua vez. Até agora, tenho dado sorte. Sem problema algum. O cara que carimbou o meu visto, perguntou se eu estava voltando para o Brasil. Disse que estava indo para Cuba. E ele: “Vai ver barba de Fidel, não é mesmo???”. O nome Brasil ajuda a abrir portas. Incrível. O cara nem olhou meus formulários preenchidos. Estava preocupado em saber quando Lula voltaria à Venezuela. Acredita que ele me perguntou isso? Sai feliz…

Na fila, para pegar o ônibus (que nos levaria até o avião), o pau estava quebrando. Militares revistavam um a um. Operação pente fino. O pessoal estava quase de cueca (tinha que tira o calçado e tudo que estava na mochila). Juro que fiquei apreensivo. Chegou a minha vez. Todo mundo sabe que passaporte verde é do Brasil. Incrível. O coronel que me fez a revista foi logo falando: “Está calor no Brasil?” Eu falei que na Venezuela estava mais. O soldado abriu a minha carteira e olhou tudo. Até quantos euros eu estava levando comigo. Leu todos os cartões de crédito, se estavam no meu nome e me liberou. Não pediu para tirar o tênis e mais nada. Foi super tranqüilo. Peguei o ônibus, que estava bem próximo ao avião. Parti sem problemas para o Panamá. A viagem é linda. Você acompanha pela janela o mar do Caribe em 100% do trajeto. Show de bola.

Aeroporto do Panamá

2 – Foto aeroporto

aeroporto_panama

Como estava em conexão internacional, no Panamá, fiquei liberado de imigração. Os passageiros nessa situação ficam em uma área destinada para esse caso. E que área!!! Simplesmente um dos mais bonitos aeroportos que já estive na minha vida. Muito confortável e de magnífica construção. Bem moderna. Praças de alimentação e um freeshop que deixaria o meu tio Oswaldo enlouquecido. Muita coisa barata, de primeira linha. Não comprei nada (turista pobre). Mas, quero ver se encontro um chapéu panamenho para dar de presente para o meu pai. Só que eu achei o chapéu meio boiola. Mas, moda é moda. Será que ele vai usar?

O vôo saiu no horário programado e veio até Havana em duas horas. Muito tranqüilo. O aeroporto de Havana parecer ser grande. Mas, como estava a noite, não reparei muita coisa. A única coisa que me preocupou (e quase a metade das pessoas que estavam no mesmo avião), foram as malas que não chegavam à estereira. Cheguei a pensar que tinha sido contemplado com uma bagagem extraviada. Mas, não – eis que surge a mala verde da minha querida mãe. Dei sorte. Não sumiu bagagem de ninguém. Apenas o serviço que é demorado. Na porta do aeroporto, já estava um cara me aguardando para o translado até o hotel (bem longe – 30km). No aeroporto mesmo, já troquei uma parte do Euro para o CUC (moeda dos turistas aqui. 01 euro compra 1.20 CUC`s).  Cheguei ao hotel por volta de 01:30h da manhã, arrebentado. Louco para dormir. Fiz o check in e fui direcionado para o décimo quarto andar. Putz. Assustei. O quarto é gigantesco e muito agradável. O hotel é realmente muito bom. Foi indicação do meu amigo de Ipatinga, Sander Nunes (ele está no sul de Cuba a trabalho). Segui sua indicação e não me arrependi de forma alguma. Tomei um banho DIGNO desta vez. Agendei o celular para tocar às 08:00h. Assim, tomava o café e seguiria para o Hotel Nacional de Cuba para a inscrição no festival de Cinema.

Terça-feira
Café-da-manhã, inscrição no festival, primeiro filme e abertura oficial.

Conforme programado no dia anterior, acordei cedo para o café-da-manhã. Coisa de cinema. Opções faraônicas para distintos gostos. Tem até mulher tocando piano enquanto ficamos perdidos nas guloseimas bombásticas em calorias. Somente com caminhadas para perdê-las… Como tinha alguns dias que não me alimentava direito, não perdi tempo. Matei quem estava me matando. Mas, quem me matou realmente – que eu não contei para vocês ainda, foi o elevador logo após o café.  Fui o primeiro a entrar, em um grupo de 10 pessoas. Na metade do primeiro andar para o segundo, ele parou. Putz. Nunca passei tanto aperto na vida. Ficamos 15 minutos presos. 15 minutos que para nós, duraram 01 hora. Quase que vomitei o café-da-manhã, de tanto aperto. Fiquei com medo de ficar sem ar. Até que pelo telefone, um espanhol falando com a emergência, foi passando as coordenadas. O pessoal conseguiu arrumar e pulamos fora do elevador. São 06 elevadores aqui no hotel. Esse que deu problema, não entro mais nem por reza brava. Pode estar vazio, que chamo outro. Muito aperto…

Ainda abalado, fui para o festival no Hotel Nacional de Cuba; que fica três quadras do Habana Libre. O hotel lembra muito o nosso grande hotel de Araxá. Fiz a inscrição e a mulher disse: “ahhh. Você que é o Ralfer. Prazer, sou fulana de tal…”. Era a coordenadora de comunicação do evento; a qual, troquei algumas informações antes de seguir para Cuba. Pessoal super bacana. Com a credencial, consigo pegar todos os dias, a programação das mais de 500 sessões que existirão durante o evento. Bati algumas fotos e acabei conhecendo Cláudio; que é baiano e documentarista. Está com um filme na mostra, sobre o trabalho da pastoral da igreja Católica em 11 cidades do interior daquele estado. Estamos aguardando a definição do dia exato da exibição, para assisti-lo. Cara gente boa. Já rodamos aqui para todos os lados. Na inscrição, foi abordado por um casal, que me perguntou se era brasileiro. Disse que sim. Eles são do Ministério da Cultura do Brasil. São os responsáveis por enviarem nossos filmes nacionais para todos os eventos cinematográficos no mundo. Muito bacana os dois. Não poderia deixar de divulgar o meu site para eles…

Defini que assistiria somente filmes brasileiros e cubanos durante o Festival. A primeira sessão foi com Os Desafinados – que tem no elenco Rodrigo Santoro, Selton Mello e outros. O filme apresenta o início da Bossa Nova no Rio de Janeiro e a esperança de se fazer sucesso na América. Nota 6.5. Pouco “água com açúcar”, mas, valeu.

Na primeira noite, foi a festa de abertura do Festival no Cine Karl Marx. Show de bola. Coisa glamorosa e contou com personalidades importantes do cinema latino americano. Encontrei novamente com o casal do Ministério da Cultura e assistimos a abertura juntos. O pessoal da organização caprichou no evento. Presenciamos o desempenho de Carlos Agosta – primeiro bailarino cubano.  O rapaz na época teve aula na Rússia. Foi emocionante. Depois, foi exibido um filme do argentino Pablo Trapero, chamado Eleonora. De um homicídio, a história revela o problema carcerário da Argentina (que não é muito diferente do nosso). Na mesma película, é abordada a gravidez na cadeia, o homossexualismo, aborto e adoção. Filme muito forte e merecido para a estréia oficial. Tem também a participação do Rodrigo Santoro (está em todas!). A festa terminou com um coquetel no Hotel Nacional de Cuba, com alimentação e bebida incluída. Fui embora descansar, com a idéia que no outro dia, não iria acordar cedo. Estava arrebentado…

Quarta-feira

Acordei por volta de 10:00h e fui para o café. A idéia seria rodar por todo dia para no período da tarde, assistir o filme brasileiro: A festa da Menina Morta. Sai a pé. Visitei a Universidade de Cuba, a Praça José Marti e algumas construções famosas aqui. Na universidade, fiquei conhecendo um sujeito (malandro), chamado Joel. Ainda bem que um dia antes da minha viagem para Cuba, eu conversei com o Gabriel (que já tinha vindo anteriormente ao país). Foi igual ao que ele me alertou. Esse tal de Joel queria porque queria me mostrar à faculdade. Levar-me em tudo. Eu disse que já tinha ido e que estava ali só para meditar – sentado na belíssima escadaria da construção. O cara tentou de todas as formas. Fui irredutível. Tentou me vender charuto e eu não quis. Queria me apresentar umas meninas e eu não quis. Até que ele perguntou se eu tinha jeans para vender. Se eu tivesse trazido minhas calças que não uso para cá, teria vendido a preço altíssimo no mercado deles. Eles não acham isso para comprar aqui. Ficam loucos. Dei uma caneta para ele de presente e o cara faltou me jogar para cima. Ai, ele voltou com a história das meninas para o meu lado. Sabe o que eu fiz? Falei que estava estudando para Padre e que não me interessava. O cara sumiu. Se eu falo que tenho a Vivi, ele iria ficar no meu pé. Deus me perdoe por isso… mas, foi o que me passou na hora. Sozinho, só Deus para nos olhar!

Na praça da Revolução, conheci um casal de ingleses. Super bacanas. Rodamos tudo a pé. Muito gentis. Combinamos de amanhã a noite, assistirmos a apresentação de um dos integrantes do Buena Vista Social Clube no Nacional de Cuba. Vamos ver se dá certo…

Conforme planejado, assisti a Festa da Menina Morta. Apresenta uma festa regional da Amazônia.  Filme é interessante; mas, não para o festival. Acho que o pessoal não gostou muito. Pelo que parece, só tem eu e o Cláudio do Brasil no Evento (fora o casal do Ministério da Cultura que retornaram para o Brasil hoje). Não veio nenhum diretor brasileiro prestigiar. Não entendi…

Bom, acho que escrevi um pouco bom, não é mesmo? Aproveitei uma hora aqui, para fazer isso. Amanhã cedo, programei de rodar Havana Velha (parte tombada pela Unesco). Relato assim que possível para vocês…

Um grande abraço e escrevo quando puder. A internet aqui é muito cara e a mulher que toma conta disso no hotel, tem a cara mais de bunda do planeta. Chata de mais. Se tiver erro de gramática, não reparem. Estou escrevendo correndo… Ah, tem uma foto do meu almoço de hoje. Babem!!! Ahahah E olhem a marca do refri (claro que só bebo se for diet!).

Inté, meus amigos!

Ralfer

cuba_2cuba_4cuba_3

Dezembro 1, 2008

E eles gostam do Brasil!!!

Arquivado em: Uncategorized — ralfer @ 11:29 pm

caracas-0071
Tropa de chaves....
Tropa de chaves….

E eles gostam do Brasil!

 

 

 

Depois de uma conturbada saída de Belo Horizonte (o João Carlos nunca mais vai querer me ajudar…ahahah teve que empurrar meu carro pela rua dos Timbiras até cansar) e ainda, ficar sem almoçar até às 15:00h. Mas, valeu. Acertamos tudo e embarquei conforme previsto para Sampa e posteriormente, para Caracas. Só foi surpresa, pois, o vôo tinha uma conexão em Manaus. Como era a noite, não deu para ver a floresta Amazônica. No retorno, que será durante o dia, vai dá para ter uma idéia sobre o tamanho da mesma. E por sinal, o avião deu uma chacoalhada quando passávamos por lá.  O Airbus da Tam chegou às 05:30h (hora local) e 08:00h no Brasil. A diferença do fuso são de 03:30h. Só tem um lugar no mundo que tem minutos na diferença de horários de um lugar para o outro. Adivinhem qual? Chaves determinou e ponto final.

Na imigração no aeroporto, sem grande mistério. Não perguntaram nada e não pediram nenhum documento. Apenas carimbaram o passaporte e liberam a entrada. Peguei a minha mala (chegou 100%) e o que eu mais queria no momento, era um banho. Depois da esteira, você precisa passar todo o seu material em um detector de objetos. Igual em qualquer lugar do mundo. Mas, achei que fazem de qualquer jeito. Nem olham direito. O cara não falou nada. Peguei a minha mala e fui caminhando em direção a uma portinha com o mundialmente: “Exit”. Achei que estava bonito na fita e que era passar ali e correr para o abraço. Engano meu. Fui abordado na hora por 02 policiais. Falaram um tanto de coisa que não entendi bulufas. Eu respondi: “Sou do Brasil. Venho a passeio.” O mais gordinho deles disse: “Oh, Brasil! Que fazesses, aqui Brasileiro?”. Eu tentei explicar em portunhol que estava em conexão para o Panamá. Eles não entenderam. Falei um tanto de coisa e não compreenderam. Até que o gordinho disse: “Do you speak english?”. Se contar ninguém acredita. Sério. No país de Chaves, o pessoal está ligado e estudando. O inglês do camarada não era bom, mas, ele me compreendeu e até me levou até o guichê da Copa Airlines onde tentei trocar a minha passagem para mais cedo (sem sucesso). Não quiseram fazer nada. Deixei de lado.

O jeito era andar e procurar por comida, banho e descanso. Minha idéia era ficar no aeroporto o dia inteiro. Mas, juro. Nem eu mesmo estava agüentando a minha inhaca. Precisava de um banho urgente. Procurei por lan house e não encontrei. Procurei por um lugar para sentar; também em vão. Então fui a uma operadora de turismo localizada lá mesmo no aeroporto. Meio moquifo, mas, eu precisava da ajuda. Expliquei que precisava de um lugar para tomar banho. Um hotel, uma pousada ou sei lá o que. O cara foi super bacana. Ligou em um hotel e perguntou se 95USD (dóllares), dava (só por 5 horas). Eu achei caro absurdo. Mas, na hora, pensei um segundo e concordei. Precisava do banho. Caráter emergencial. O cara fechou com o hotel e ai, apareceu outro camarada. Explicou-me uma porrada de coisa e entendi quase a metade. O que mais encuca a gente, é quando fala em dinheiro. Eu precisava de 300.000 bolivares (inflação quase não tem…) para pagar o hotel, taxi de ida e de volta, taxa de embarque do avião e uma direção que a COPA estava cobrando de todos os passageiros lá, que não sei o porquê. 300.000 bolivares equivalem a quase 200 dólares (400 reais). Dei o dinheiro para o cara e imaginei: agora que o viado some. Como fui ingênuo. Fui na idéia: não é possível que o cara da agência vai me passar a perna. E dei sorte. O cara voltou e me entregou o dinheiro. Ele compra de terceiros; pois na casa de câmbio, precisa pagar um monte de taxas. Isso eu entendi na explicação dele. O cara me colocou em um taxi e eu acertaria a chegada do hotel. Gente, o trânsito aqui é o caos. Acho que não tem lei. Fiquei horrorizado com o tanto de carro destruído e pela imprudência de todos. Presenciei até uma pequena colisão. Acho que isso é normal. Ninguém desceu do carro e ficou por isso mesmo. Cada estrago para o seu lado.  Foi até que o taxista perguntou se eu realmente queria ir para o hotel indicado. Eu falei que tanto fazia. Eu precisava era mesmo de um banho. Eu me levou em um outro e nessa brincadeira, economizei uns 60 bolivares. O hotel (que para nós ai no Brasil seria um motel de quinta categoria) fica próximo ao mar. Não tive coragem de sair das instalações para andar tranqüilo na beira mar. Fiquei preocupado, pois a segurança no prédio não inspirava segurança e todos os meus pertences estava no quarto (assim, aproveito para escrever para vocês!). Só não sei ao certo quando conseguirei postar no blog. Mas, tentarei ainda hoje. Saudade da nossa internet ai… eheheh

Bom, então, aviso que está tudo tranqüilo. Tudo diferente. Isso que importa. Daqui a pouco, sigo para o Panamá. Assim que possível, escrevo contando como que foi…

Abraços para vocês! Seguem fotos… Assim que possivel, vou escrever sobre a saida de Caracas….

 

Ralfer

Novembro 28, 2008

Mochilão 2008!

Arquivado em: Geral — ralfer @ 2:12 am

Olá amigo, visitante do Site ComunicAÇÃO! A partir de dezembro, o site estará de férias. Mas, aqui - nesse espaço, será atualizado um interessante diário de bordo. Não perca nenhum detalhe desta aventura! Grande abraço. Ralfer

Março 17, 2007

Teatro Mágico! Show, com emoção!

Arquivado em: Geral — ralfer @ 5:37 pm

Teatro Mágico!
Putz. Tinha muito tempo que eu não via uma manifestação tão chocante como a do pessoal do Teatro Mágico (http://www.oteatromagico.mus.br). São maravilhosos. Realmente, não existe uma frase que possa definir o trabalho dessa turma – uma união de música de boa qualidade (letras de Fernando Anitelli, um dos cabeças do grupo), apresentação de circo e por ai vai.

Em um país carente de cultura, a turma do Teatro Mágico arrebenta; parece que colocaram em sua mala, todos os nossos sonhos. Agora, correm Brasil todo com esse gostoso trabalho. Curiosidade – não realizaram nenhuma propaganda. Não gastaram nenhum tostão para tal. A divulgação foi apenas pela net e de boca-a-boca. Incrível.

“O Teatro Mágico: ”Entrada para Raros…” é um projeto musical que reúne elementos do teatro, do circo, da poesia, da dança, da literatura e do cancioneiro popular tornando possível a junção de diferentes segmentos artísticos num mesmo palco – seja com a presença de trapezistas, atrizes, poetas, malabaristas, monociclos, perna-de-pau e até pirofagia. A maquiagem e o figurino clown dos músicos trazem à tona a idéia do “personagem interno” escondido em cada um de nós. As canções do Teatro mágico – quase todas de autoria de Fernando Anitelli – falam das situações do cotidiano, das impressões sobre o dia-a-dia, do olhar da gente sobre o outro e sobre o mundo. E assim temos a história do mar que se apaixona por uma menina, a sereia sentada na pedra mais alta e a sorte vinda num realejo!!” 

Março 13, 2007

Isso sim é bom…

Arquivado em: Geral — ralfer @ 1:35 am

o

Filmes de Brasil, Cuba e Peru no Festival de Cinema do Real de Paris

12/0314:39AFP

 Tentar definir o sentimento de identidade em um país pobre, recuperar a imagem de um personagem desaparecido ou descrever a vida cotidiana de duas pessoas centenárias: os documentários latino-americanos apresentados no Festival de Cinema do Real de Paris abordam temas tão originais quanto variados.

Dois filmes brasileiros – “Suba”, de Theresa Menezes e Gregório Grazioli, e “Santiago”, de João Moreira Salles -, um cubano – “Antesala”, de Pedro Freire – e um peruano – “Alguna tristeza”, de Juan Alejandro Ramírez – foram apresentados na seleção internacional do 29º Festival de Cinema do Real.

O festival será realizado de 9 a 18 de março, com um total de 36 documentários de 20 países (24 na seção internacional e 12 na seção francesa), no Centro Pompidou de Paris.

Em “Santiago”, o brasileiro João Moreira Salles tenta recuperar um personagem desaparecido, reencontrar esse ser humano e sua memória por meio da recuperação de um filme não concluído.

Santiago era empregado doméstico da família do diretor, e este o havia filmado há quase 25 anos, sem conseguir terminar o filme. Mas ao tentar concluir a obra, após a morte do personagem, a história toma um caminho inesperado e o cineasta se vê confrontado por alguém que não havia imaginado a princípio, ou que não queria ver.

O outro brasileiro na mostra principal é o curta-metragem “Suba”, que narra um dia na vida de um casal de idosos centenários, sua manera de perceber o tempo e a existência.

Um dos destaques da mostra, pela originalidade de seu tema e sua estrutura narrativa, “Alguna tristeza”, narra a vitória roubada da equipe peruana de futebol em benefício da Áustria nas Olimpíadas de 1936, e lança mão da expressão “fazer das tripas coração” para tentar definir o que significa ser ou se sentir peruano.

Nas imagens dessa vitória roubada, porque os nazistas não podiam admitir que uma equipe ariana fosse derrotada por um dos que eles consideravam povos inferiores, o diretor Juan Alejandro Ramírez vê em seus compatriotas de então as expressões de raiva contida, de tristeza e de temor que ele considera próprias dos países pobres.

No cubano “Antesala”, a câmera do cinegrafista Pablo Freire é testemunha de um parto em uma maternidade do interior de Cuba, contrastando a despreocupação dos médicos diante do que para eles é uma rotina, com o medo e a dor da mãe, que vive um momento único.

As mulheres confrotadas com a violência, a guerra e a globalização é um dos temas predominantes nos documentários desta edição. Este é o caso de “ABC Colombia”, de Enrica Colusso, que conta a vida de uma professora e a forma como ensina as crianças a sobreviver em uma região colombiana limítrofe entre as zonas sob controle dos paramilitares e as da guerrilha.

Março 9, 2007

Bush no Brasil

Arquivado em: Geral — ralfer @ 12:13 am

visita_bush_f_0282.jpg

São Paulo hoje foi notícia no mundo inteiro. A galera pirou de vez. A paulista transformou-se em campo de batalha com a vinda do camarada das terras do tio Sam. Realmente ele não é normal e o que os states vêm fazendo não é brincadeira. Mas, uma coisa eu realmente gostaria de ver – toda essa agitação na capital federal. Porém, não apenas uma vez na vida outra na morte. Gostaria de ver essa cobrança e indignação todos os dias – bem lá na porta do querido presidente. Aqui no Brasil é tudo sofrido – aposto alto, que o Bush atrapalhou de tabela o nosso espaço aéreo. Querem apostar?
Foto do Jorge Araújo, para a Folha.

Março 8, 2007

Voltamos!

Arquivado em: Geral — ralfer @ 12:28 am

Comunidade no Orkut!
Bem-vindo ao Blog do Site do Ralfim! Participe! É ótimo estar de volta. Espero que gostem da nova versão do site. Vamos em frente!

« Página anterior

Blog no WordPress.com.