Olá, meu povo!
Espero que tenham gostado da atualização de ontem. Desculpe-me por ter que colocar as fotos bem pequenas. Se não for assim, a internet daqui não consegue carregar. Tem que diminuir muito a resolução para conseguir. Para vocês terem uma idéia, se eu tivesse que atualizar o meu site daqui da Ilha, seria impossível. Quando eu faço a atualização dele no domingo, em Araxá, eu gasto uns 15 minutos apenas mandando os arquivos para o servidor. Isso, a 256k de comunicação (que para os nossos modelos, não é tão rápido). Aqui, eu gastaria umas 7 horas… Bom, vamos à agenda de ontem:
Resumão
Ontem era um dia que não teria nenhum filme brasileiro ou cubano. Então, eu Cláudio e mais dois participantes do Festival de Cinema resolvemos que daríamos uma volta até Havana Velha (área de eterna preservação, tanto pelo contexto histórico e arquitetônico). Saímos às 09:00h do hotel Nacional de Cuba e seguimos pelo calçadão da praia, que aqui é chamada de Malecon. Lugar muito bonito e conseguimos tirar fotos bacanas. A caminhada até a parte antiga durou uns 40 minutos. Longe pra dedel. Mas compensou. Chegamos diretamente a uma praça que antecede ao Museu da Revolução. Lugar show de bola. Toda a história do povo cubano está lá; relatada em centenas de imagens clássicas. Não preciso nem falar que Fidel e Che são ídolos, não é mesmo? É possível ver artefatos pessoas deles e de outros que ajudaram na revolução. Tem até um barquinho utilizado por Fidel para chegar à ilha em 1956, para a grande guerra. Outra coisa que me chamou muito a atenção, foi em uma parede, caricaturas dos grandes inimigos de Cuba: George Bush e Ronaldo Reagan. Será por quê??? Os States põe o nariz em tudo. Povo difícil…
Saímos do Museu por volta de 13:00h. Seguimos pelas ruelas da Havana Velha (descreverei mais a frente), até alcançar La Bodequita Del Medio – conhecida mundialmente pela comida crioula e pelo El Mojito (bebida a base de suco de limão, hortelã e Ron legítimo cubano). E não é que o esquema é bom? Ambiente super bacana; decorado no estilo do país e uns atendentes carismáticos. Visitante pode ir até uma parede e escrever o nome (se achar espaço). O meu nome está lá. Duvido que alguém encontre… Você toma uma dose ao som do Grupo Tradison – que fica lá animando o coreto, embalando o pessoal num ritmo caribenho bem contagiante (compreo cd deles). Pelo que percebi, tem muita gente que vai lá, tira uma foto e vai embora. A graça do boteco é sentar nos banquinhos e curtir o clima. Não sei por que, mas lembra de mais o Brasil. Gostei tanto, que sábado ou domingo, irei lá almoçar novamente. Realmente, imperdível. O Luiz Sérgio disse que o El Mojito dele é o melhor do mundo. No Brasil, vou querer conferir…! O daqui, realmente é muito bom!
15:00h, já estávamos batendo perna novamente. Cruzamos as ruelas da antiga cidade até chegarmos ao elevado (de frente a catedral). Lugar espetacular. Bonito de mais. Continuamos a caminhada até o Capitólio – centrão da Havana Velha. Um movimento do cão. A construção lembra muito a Casa Branca. Mas, se falarmos Casa Branca lá, o povo mata a gente… Falando em EUA, é bom lembrar que só visitando Cuba, para entender o tamanho da sacanagem que fazem com esse povo. Sei que Fidel nunca foi flor que se cheire, mas os cubanos são sofridos de mais. E muito. Quase em totalidade, são pobres. Ou todo mundo tem, ou não tem. Tudo igual para todo mundo (o socialismo prega isso). Conversei com muita gente na rua. Principalmente, quando se fala que é brasileiro, eles perguntam tudo. São fascinados com o nosso país. É incrível. Amam mesmo. Uns até acham que o Lula pode salvá-los aqui na ilha, acredita? Estão com uma esperança danada em relação ao Obama (eleito presidente nos States). Por ser negro, o pessoal aqui crê que ele olhará por seus irmãos de origem. A fé é grande mesmo. Tomara que ele acabe com o embargo mesmo (não vai ser se um dia para o outro não, mas, acho que será resolvido). Visitamos duas pequenas vendinhas (não tem supermercado). Putz. Eles não têm opção de nada. Nada mesmo. Essa mulherada no Brasil que tem 500 tipos de cremes para o cabelo, aqui, tem-se um shampoo (tanto para homem quanto para mulher). E olha lá, não compram, porque é muito caro. Usam sabão mesmo. O povo vai apontando para os atendentes e eles vão pegando nas prateleiras. Você não pode chegar lá e ir pegando não. Acho que tem uma cota de compras. Não sei como funciona. Só sei que é foda. FODA.
Saímos do Capitólio por volta de 18:00h. Pelo mapa, seguimos para o restaurante La Floridita. Tínhamos que tomar o famoso Daiquiri do local. A bebida é boa. Lembra um frosen nosso ai no Brasil. Só que é cara pra caralho. É uma vez mesmo, apenas para conhecer. O cardápio é bem direcionado para turista. Bom, para turista europeu, que está cheio do dindin… O ambiente também é agradável e o pessoal toca umas baladas caribenhas. É diverdido, e em Cuba, vale a pena conhecer. Deixamos a Floridita, para retornarmos à Havana Nova. Cheguei aqui no Hotel às 21:00h. Andamos de mais. Meus pés estavam em pandarecos. Já não suportava mais a botina. Mas, vou revelar uma coisa: foi a forma mais incrível para conhecer um pouco da cultura local. Entramos em casas, conversamos com os moradores, artistas e jovens. Foi muito bacana. Turista quando vem aqui, pega taxi ou os cocotaxis (moto com três lugares) e vai para Havana Velha. Nós rodamos a pé. Experiência incrível. Retornando, irei relatar pessoalmente para vocês…
Bom, hoje, vamos rodar pela Universidade de Havana e para o outro lado que ainda não conhecemos. Acordei cedo aqui e o dia está lindo. Vai ser de caminhada novamente. De acordo com o pessoal do Festival, sábado e domingo teremos mais filmes brasileiros. Então, estou na cola!
Desejo a vocês, um ótimo dia. Hoje, vou postar sem fotos. Não consegui editá-las a tempo para colocar no blog….
A revolucao esta tao em alta, como as estrelas. Frase de Fidel em um muro aqui de Havana…
Abraços do Ralfer








